quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

MATE AMARGO

                                         OS 10 MANDAMENTOS DO CHIMARRÃO

1 NÃO PEÇAS AÇÚCAR NO MATE Mas de jeito nenhum. O gaúcho aprende desde piazito que e por que o chimarrão se chama também mate amargo ou, mais intimamente, amargo apenas.
Mas, se tu és dos que vêm de outros pagos, mesmo sabendo poderás achar que é amargo demais e cometer o maior sacrilégio: pedir açúcar. Pode-se pôr na água ervas exóticas, chá, cana, frutas, etc. Mas jamais açúcar.
O gaúcho pode ter todos os defeitos do mundo, mas não merece ouvir um pedido desses. Portanto, Tchê, se o chimarrão te parece amargo demais, não aguenta... pede um refri com canudinho. Tu vais te sentir bem melhor.


2 NÃO DIGAS QUE O CHIMARRÃO É ANTI-HIGIÊNICO
Tu podes achar que é anti-higiênico pôr a boca onde todo mundo põe.
Mas tu não tens o direito de proferir tamanha blasfêmia em se tratando do chimarrão. Repito: pede uma refri com canudinho.
Cuia, bomba, mate, origem, tradição é coisa nossa. O mundo se entre olha ao passar a cuia. Mais que um mate uma irmandade em confraternização.


3 NÃO DIGAS QUE O MATE ESTÁ QUENTE DEMAIS
Se todos estão chimarreando sem reclamar da temperatura da água, é porque ela é perfeitamente suportável por pessoas normais. Se tu não és uma pessoa normal, assume e não te fresqueies. Se, porém, te queres matear acompanhado, na tua temperatura, faze o seguinte: vai para o Paraguai. Tu vais adorar o chimarrão de lá.


4 NÃO DEIXES UM MATE PELA METADE
Apesar da grande semelhança que existe entre o chimarrão e o cachimbo da paz, há diferenças fundamentais. Com o cachimbo da paz, cada um dá uma tragada e passa-o adiante. Já o chimarrão, não. Tu deves tomar toda a água servida, até ouvir o ronco de cuia vazia. A propósito, leia logo o mandamento seguinte.


5 NÃO TE ENVERGONHES DO "RONCO" NO FIM DO MATE
Se, ao acabar o mate, sem querer fizeres a bomba "roncar", não te envergonhes. Está tudo bem, ninguém vai te achar mal-educado. Este negócio de chupar sem fazer barulho vale para refri com canudinho, que tu podes até tomar com o dedinho levantado.


6 NÃO MEXAS NA BOMBA
A bomba do chimarrão pode muito bem entupir, seja por culpa dela mesma, da erva ou de quem preparou o mate. Se isso acontecer, tens todo o direito de reclamar. Mas, por favor, não mexas na bomba. Fale com quem lhe ofereceu o mate ou com quem lhe passou a cuia. Mas não mexas na bomba, não mexas na bomba e, sobretudo, não mexas na bomba.


7 NÃO ALTERES A ORDEM EM QUE O MATE É SERVIDO
Roda de chimarrão funciona como cavalo de leiteiro. A cuia passa de mão em mão, sempre na mesma ordem. Para entrar na roda, qualquer hora serve, mas, depois de entrar, espera sempre tua vez e não queiras favorecer ninguém, mesmo que seja a mais prendada prenda do Estado.


8 NÃO "DURMAS" COM A CUIA NA MÃO
Tomar mate solito é um excelente meio de meditar sobre as coisas da vida.
Tu mateias sem pressa, matutando, recordando...
E, às vezes, te surpreende até imaginando que a cuia não é cuia, mas o quente seio moreno daquela chinoca faceira que apareceu no baile do Gaudêncio...
Agora, tomar chimarrão numa roda é mui diferente. O fundamental não é meditar e sim integrar-se à roda. Numa roda de chimarrão, tu falas, discutes, ri, xingas, enfim, tu participas de uma comunidade em confraternização.
Só que esta tua participação não pode ser levada ao extremo de te fazer esquecer-se da cuia que está em tua mão. Cuia não é microfone. Fala o quanto quiseres, mas não se esqueças de tomar teu mate, alguém dirá “Conheço um ... que morreu com a Cuia na mão.


9 NÃO CONDENES O DONO DA CASA POR TOMAR O 1º MATE
Se tu julgas o dono da casa um grosso por preparar o chimarrão e tomar ele próprio o primeiro, saibas que grosso é tu. O pior mate é o primeiro e quem o toma está te prestando um favor.


10 NÃO DIGAS QUE CHIMARRÃO DÁ CÂNCER NA GARGANTA
Pode até dar. Mas não vai ser tu, que pela primeira vez pega na cuia, que irás dizer, com ar de entendido, que chimarrão dá câncer. Se aceitaste o mate que te ofereceram, toma e esquece o resto, uma vida vivida com o chimarrão valeu a pena. Se não pede um refri com canudinho e te olha no espelho.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PANDORGAS

            

              PANDORGAS ESTARÃO PELOS ARES DE SANTANA DO LIVRAMENTO

 
 

A tradição no Uruguai trazida para Santana do Livramento cria expectativas de um belo espetáculo na sexta-feira santa das 13h30 às 16h30.
 É que neste dia que acontece o Festival Internacional de Pandorgas na cidade, promovido pela Secretaria Municipal do Turismo.
O evento será no Lago Batuva, em função de no local não haver fios elétricos, o que garante mais segurança para os participantes e para quem vai prestigiar e admirar o colorido no céu.  
A premiação será do 1º e 2º lugar em 3 categorias: A, B e C. A categoria A e B, são para maiores de 10 anos, porém se diferenciam no material usado para a confecção da pandorga. A categoria C é para as crianças menores de 10 anos de idade e o material a ser usado é livre. Outros atributos observados nos competidores será a originalidade, habilidades no manejo, bem como a altura atingida.
A inscrição é gratuita e poderá ser feita a partir do dia 4 de abril na Secretaria do Turismo, na Casa da Cultura das 8h às 13h, e também no dia do evento.
Por toda a cidade pode-se encontrar pandorgas à venda. Elas são das mais variadas formas, cores e valores. As mais simples chega aos R$ 5,00 e as pandorgas maiores e mais enfeitadas custam R$ 20,00. A confecção começa três meses antes do festival, para a taquara estar no ponto apropriado e em função da grande quantidade de produtos que é vendido na época do Festival Internacional de Pandorgas.  

SAUDADES DA INFÂNCIA.



 

CULTURA DO SUL

 
A cultura da região sul foi influenciada pelos imigrantes que vieram da Europa, na segunda metade do século XIX. Uma herança de espanhóis, negros, portugueses, alemães, italianos, dentre outros.
Por isso, surgiram vários elementos que tornaram a região única e cheia de detalhes na arquitetura, na música, na literatura, nas danças e em suas celebrações.
Por exemplo, na literatura, é possível citar escritores famosos como Alcides Maia, Érico Veríssimo, Luís Fernando Veríssimo, Mario Quintana, do Rio Grande do Sul.
 Já nas músicas, há a presença das folclóricas,  estilos como o xote, a valsa, o vaneirão, dentre outros, que irão variar de acordo com o estado.
 

                                           Danças do Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, as danças típicas receberam influências dos imigrantes e da proximidade com a fronteira do Brasil. As principais são o Vaneirão, a Chula, a Milonga e a Chimarrita.
                                          Vaneirão/vaneirinha/vaneirão
Dependendo do ritmo, é chamada de vaneira (passos moderados), vaneirinha (passos lentos) ou vaneirão (passos rápidos). A dança teve origem em Havana (Cuba), influenciando além do Rio Grande do Sul, o samba do Rio de Janeiro. Os casais dançam com o famoso movimento de dois para lá e dois para cá.
 
                                                              Chula
 
Dança de origem portuguesa realizada por homens, como um desafio, ao som da gaita gaúcha.
Dois ou três homens ficam posicionado nas extremidades de uma lança que é colocada no chão.
Alguns começam a sapatear, realizando vários passos complexos e na vez do outro dançarino, este deve fazer passos mais difíceis dos que foram executados.
O ganhador será aquele que realizar a coreografia mais difícil e bem elaborada, sem encostar na vara.
 
                                                 
                                                                           Milonga
 
Dança famosa no Uruguai e Argentina, que é dançada ao som da viola e outros instrumentos. É uma dança romântica, semelhante ao tango, porém mais lenta.
                                                             Chimarrita
Dança trazida de Portugal para o Brasil, no século XIX. Antigamente, os casais dançavam juntos, como numa valsa, depois começaram a dançar mais separados, em diferentes direções. A mulher é chamada de prenda e o homem de peão.
Outras danças populares do estado são: Chote, Contrapasso, Marcha, Polca, Chamamé, Rancheira, Mazurca, Pezinho, dentre outras.
 
 
 

 

Romance de Flor e Luna | Juliana Spanevello e Jairo Lambari Fernandes

Jairo Lambari Fernandes - Por um abraço