sexta-feira, 23 de outubro de 2020

LENDA ORIGEM DO MATE

 A Origem do Mate, segundo os jesuítas



Um dia Cristo desceu à terra, acompanhado por São João e São Pedro, e veio ter às selvas americanas. Depois de um penoso viajar pelas florestas sem fim, encontrou – perdido no fundo dos bamburrais – o rancho de um velho índio que ali morava em companhia de sua filha, jovem de deslumbrante formosura. Os três viajantes foram muito bem recebidos, e Jesus resolveu premiar aquela franca hospitalidade que encontrara no rancho do selvícola. Indagando-lhe o que mais desejava em sua vida, recebeu esta resposta:
– Senhor! Anhangá tomou conta dos corações humanos: as guerras incendeiam os campos de minha terra, e não há mais tranqüilidade nas tabas de meu povo. Vencedores, os guerreiros não poupam os vencidos: os homens são trucidados e as mulheres jovens são arrastadas a satisfazer os mais baixos instintos. Por isso, fugi de minha tribo e vim enterrar-me no escuro das florestas. Não por salvar-me, que pouco me resta viver. Mas para afastar minha filha das garras do pecado. Sei que em breve morrerei, e o que mais me acabrunha é pensar que a deixarei desprotegida, novamente exposta à fúria das paixões. Assim, Senhor, se alguma cousa me fosse dado pedir, eu pediria uma eterna proteção à alma de minha filha. Que ela fosse eternamente bondosa, eternamente pura, eternamente linda:

Respondeu Jesus:
– Se Anhangá hoje impera em tuas selvas, podes crer que o Deus-do-bem voltará a estender seu manto de paz sobre a taba de teus irmãos. As selvas se encherão de cânticos e as almas se encherão de luz. É o Deus-do-Bem que me envia para proteger teu povo… Tu, que foste bom, generoso e hospitaleiro, mereces ser recompensado. Farei de tua filha aquilo que me pedes. Símbolo da bondade, ela retribuirá o mal com o bem: aos que quiserem roubar as delícias do seu corpo, premiará com a fartura nos ranchos. E nenhuma força será capaz de abatê-la, pois por mais que a queiram aniquilar, sempre haverá de renascer, triunfante, trazendo força e inteligência aos homens de tua raça. Tua filha será eternamente linda e eternamente pura, pois. transformá-la-ei na mais linda e mais pura das árvores; linda no contorno das folhagens e pura no manto verdejante que lhe descerá até os pés. Tua filha será eternamente linda, eternamente pura e bondosa…

E Deus a transformou na erva-mate…

SÂO TOMÉ NA AMÉRICA

Quando, em 1624, os padres Montoga e Mendonza fundaram a vila de Encarnación, importante missão jesuítica posteriomente destruída, tiveram curiosidade em saber o que pensavam os selvícolas a respeito do mate, bebida que já constituía um hábito característico do Paraguai. Tiveram por resposta que a erva-mate lhes servia de alimento e remédio desde o dia em que Pai-Zumé, um estranho personagem que há muito tempo estivera naquelas tabas, lhes ensinara como aproveitar as folhas da caá (que até então julgavam venenosas), e como lhes usufruir os efeitos medicinais. Contavam também os indígenas que Zumé era um homem poderoso: as selvas brutas conservavam intacto o caminho por onde ele passara, desde o Tibagi até o Piquiri; e às margens deste rio, Zumé havia deixado, numa pedra, o sinal de seus pés – testemunho eterno de sua passagem por aquelas terras.

Os dois jesuítas logo aliaram a figura de Zumé à pessoa de São Tomé, o apóstolo que provavelmente teria visitado o continente americano pregando a doutrina de Cristo. A versão cristianizada da lenda logo se espalhou entre as populações brancas, e em breve era voz corrente que a erva-mate havia sido descoberta e bendita pelas mãos de São Tomé. Isto é o que vamos encontrar em muitos livros da época, a iniciar-se pelo “Tratado sobre o uso do mate no Paraguai”, escrito pelo licenciado Diego Zevallos em meados do século XVII e publicado em Lima no ano de 1667.

Lozano, no capítulo VIII de sua “História de la Conquista del Paraguay”, também se refere a São Tomé, narrando que durante uma terrível peste que assolara as tribos guaranis, foi aquele santo o salvador do gentio, ensinando-lhes como preparar a erva-mate, eficaz remédio contra aquela epidemia e muitas outras doenças.

A peste foi vencida, e a milagrosa bebida, cujo uso se generalizara por todas as tabas guaranis, continuou a prestar inúmeros benefícios. E por muito tempo os selvícolas guardaram na memória a figura daquele bom Zumé, que um dia, apesar das súplicas e protestos gerais, teve de deixar as terras do Paraguai.

Santo Tomé les responde:

“Os tengo que abandonar
Porque Cristo me ha mandado
Otras tierras visitar.
En recuerdo de mi estada
Una merced os he de dar,
Que es la yerba paraguaya
Que por mi bendicta está”.
Santo Tomé entró en el rio
Y en peana de cri tal
La aguas se lo llevaron
A las l anuras del mar.
Los indios, de zu partida
No se pueden consolar,
y a Diós sempre están pidiendo
Que vuelva Santo Tomás.

 História do Chimarrão” BL




segunda-feira, 17 de junho de 2019

DICAS PARA SEUS EVENTOS







Uma boa dica, a todos que pretendem fazer do seu evento uma festa inesquecivel.
Ola amigos, mais uma vez estou aqui para agradecer o imenso carinho prestado pelo pessoal da Assessoria de Eventos  MARIA LEONOR BASTIAN e MARIA ESTHER LONTRA. 
Indico a todos que pretendem contratar serviços de assessoria e tornar público a minha experiência sobre os serviços prestados por MARIA LEONOR e MARIA ESTHER .
 Sinceramente não tinha noção da real importância de uma assessoria, quero agradecer a eficiência dos trabalhos prestados, dicas, ajudas, idéias, em fim , muito obrigado por tudo e  por ter tornado nosso evento de uma grandeza inesquecivel. 


Contatos p/whatsapp :   
                                          Maria Esther Lontra    (51) 9. 9327.4121
                                              Maria Leonor Bastian  (51) 9. 9645.3511



                                       ASSESSORIA  DE   EVENTOS



     Uma boa dica aos amigos é a assessoria para reuniões, almoços e jantares.
  Consiste desde a sugestão do cardápio, assessoria no evento propriamente dito,       contratação ou não do serviço de garçons (opcional)etc.
     O cardápio inclui desde entradas até a sobremesa. 
     Pode ser ou não executado no local onde ocorrerá o jantar.
     Elas também trabalham com a decoração dos locais.
   O trabalho é fazer jantares para entrega como também um serviço mais completo que incluiria a presença das proprietárias na hora do evento para supervisionar o atendimento.
Contatos:
                                           Maria Esther  Lontra     (51) 9. 9327.4121
                                          Maria  Leonor Bastian  (51) 9. 9645.3511

sexta-feira, 14 de junho de 2019

OS BENEFICIOS DA ERVA MATE

                                          BENEFICIOS DA ERVA MATE

Erva-mate melhora o desempenho atlético, diminui o risco de doença cardíaca, entre outros benefícios

erva-mate é um chá de ervas feito a partir das folhas e galhos da planta Ilex paraguariensis.
 As folhas são desidratadas no fogo e depois mergulhadas em água quente ou fria para fazer a infusão.
 A iguaria pode proporcionar diversos benefícios à saúde, como melhorar o desempenho atlético e o foco e ainda ajudar a perder peso e diminuir o risco de doença cardíaca.
No sul do Brasil, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai, na Bolívia e no Chile, a erva-mate é tradicionalmente consumida na forma de chimarrão (quando a infusão é em água quente) ou tererê (quando a infusão é em água fria).
A cultura de preparar o chimarrão é um legado deixado pelas culturas indígenas caingangue, guarani, aimará e quíchua. Sendo os índios guaranis os primeiros terem feito uso da erva-mate.
Com a colonização espanhola, o chimarrão foi proibido no sul do Brasil durante o século XVI, sendo considerado "erva do diabo" pelos padres jesuítas.
 A partir do século XVII, em contrapartida, os jesuítas passaram a incentivar o consumo de mate com o objetivo de diminuir o consumo de bebidas alcoólicas.

                      Rica em antioxidantes e nutrientes

                    A erva-mate contém vários nutrientes benéficos, incluindo:
  • Xantinas: esses compostos atuam como estimulantes. E incluem a cafeína e a teobromina, que também são encontrados no café e no chocolate;
  • Derivados de cafeoil: esses compostos são os principais antioxidantes da erva-mate;
  • Saponinas: Estes compostos amargos têm certas propriedades anti-inflamatórias e ajudam a reduzir o colesterol;
  • Polifenóis: são um grande grupo de antioxidantes, associados a um menor risco de desenvolvimento de várias doenças.

CAIPIRINHA DE ERVA MATE , EXISTE SIM

                       

                                         Caipirinha de ERVA mate ?

                                       Existe, sim, e é uma delícia !


             Imagem relacionada


A erva-mate tem uma série de benefícios: além de controlar o colesterol,  protege o coração, melhora a digestão, estimula a atividade mental, é antioxidante e tem efeito termogênico, auxiliando na perda de peso. Atualmente, o Brasil é o maior produtor da erva, seguido por Argentina e Paraguai.
Anote a receita e inove no drinque do fim de semana:
                                                    Ingredientes
  • 500 ml de cachaça
  • 50 g de erva-mate
  • ½ limão Taiti
  • 50 ml de maracujá
  • 20 ml de xarope de açúcar (feito com 1 kg de açúcar e ½ litro de água fervendo)
  • Folhas de erva-mate frescas para decorar
  • Gelo
Para esta receita, utilizamos a Cachaça Reserva do Gerente Envelhecida. 
                                                    Modo de preparo

 Misture a cachaça à erva-mate e coe com um coador fino. Reserve. Em uma coqueteleira, adicione ½ limão Taiti fatiado, o maracujá e o xarope de açúcar resfriado e macere. Acrescente 60 ml da cachaça com a infusão de erva-mate e algumas pedras de gelo. Bata vigorosamente até resfriar. Em um copo longo com gelo, coloque a coagem fina da bebida e decore com folhas de erva-mate frescas e rodelas de limão.

                       


POEMA AO CHIMARRÃO

Resultado de imagem para desenhos de cuia de chimarrão



Acordar cedo, esquentar a água, preparar a cuia e , finalmente sentar para apreciar um bom chimarrão e começar o dia como se deve.




UM POEMA AO CHIMARRÃO


Palmeio o velho porongo
derramo a erva com jeito
encosto a cuia no peito
batendo a erva prá um lado;
com os quatro dedos curvados
formo um topete bem feito.

Com um poquito de água morna
bem devagar despejado,
tenho o amargo ajeitado
que ponho a um canto pra inchar;
e espero a água esquentar
pitando o baio sovado.

A pava chiou no fogo.
Encho a cuia que promete;
a espuma se arremete
bem pra cima, borbulhando,
e acariciante, beijando,
branqueia todo o topete.

Agarro a bomba de prata,
tapo o bocal com o dedão,
calço o bojo bem no chão
da cuia e vou destapando
a bomba que vai chupando
um pouco de chimarrão.

Derramo outro pouco d’água
para aumentar o calor…
e o mate confortador
vou sorvendo em trago largo,
pois me saiu um amargo
despachado e roncador.

                                    

Glauco Saraiva