quarta-feira, 25 de setembro de 2013

CULTURA



                Cultura do Rio Grande do Sul

   
                       O natural do Rio Grande do Sul é chamado de rio-grandense ou gaúcho.


 
O Mate
Sou gaúcho forte, campeando vivo
Livre das iras da ambição funesta;
Tenho por teto do meu rancho a palha,
Por leito o pala, ao dormir a sesta.
Monto a cavalo, na garupa a mala,
Facão na cinta, lá vou eu mui concho;
E nas carreiras, quem me faz mau jogo?
Quem, atrevido, me pisou no poncho?
O Rio Grande do Sul apresenta uma rica diversidade cultural. De uma forma resumida , pode concluir que a cultura do estado tem duas vertentes: a gaúcha propriamente dita, com raízes nos antigos gaúchos que habitavam o pampa; a outra vertente é a cultura trazida pela colonização europeia, efetuada por colonos portugueses, espanhóis e imigrantes alemães e italianos.
A primeira é marcada pela vida no campo e pela criação de gado. A cultura gaúcha é comum à Argentina e o Uruguai. Os gaúchos viviam em uma sociedade nômade, baseada na pecuária. Mais tarde, com o estabelecimento das fazendas de gado, eles acabaram por se estabelecer em grandes estâncias espalhadas pelos pampas. O gaúcho era mestiço de índio, português e espanhol, e a sua cultura foi bastante influenciada pela cultura dos índios guaranis, charruas e pelos colonos hispânicos.
No século XIX, o Rio Grande do Sul começou a ser colonizado por imigrantes europeus. Os alemães começaram a se estabelecer ao longo do rio dos Sinos, a partir de 1824. Ali estabeleceram uma sociedade baseada na agricultura e na criação familiar, bem distinta dos grandes latifundiários gaúchos que habitavam os pampas. Até 1850, os alemães ganhavam facilmente as terras e se tornavam pequenos proprietários, porém, após essa data, a distribuição de terras no Brasil tornou-se mais restrita, impedindo a colonização de ser efetuada nas proximidades do Vale dos Sinos.
A partir de então, os colonos alemães passaram a se expandir, buscando novas terras em lugares mais longes e levando a cultura da Alemanha para diversas regiões do Rio Grande do Sul.
A colonização alemã se expandiu nas terras baixas, parando nas encostas das serras. Quem colonizou as serras do Rio Grande do Sul foram outra etnia: os italianos. Imigrantes vindos da Itália começaram a se estabelecer nas Serras Gaúchas a partir de 1875. A oferta de terras era mais restrita, pois a maior parte já estava ocupada pelos gaúchos ou por colonos alemães. Os italianos trouxeram seus hábitos e introduziram na região a vinicultura, ainda hoje a base da economia de diversos municípios gaúchos.

LISANDRO AMARAL

                 
 
 
                                                                          MEDO

"Me alcança um beijo morena
Que a guerra há de esperar
O adeus aos sonhos que deixo
Com medo de não voltar."

                                                                                             (L. Amaral)
 


Foto: "Me alcança um beijo morena
Que a guerra há de esperar
O adeus aos sonhos que deixo
Com medo de não voltar."

 (L. Amaral)

#Bru




terça-feira, 17 de setembro de 2013

OS GAÚCHOS


                                 ORGULHO DE SER GAÚCHO - P / ARNALDO JABOR

 O Rio Grande do Sul é como aquele filho que sai muito diferente do resto da família. A gente gosta, mas estranha. O Rio Grande do Sul entrou tarde no mapa do Brasil . Até o começo do século XIX, espanhóis e portugueses ainda se esfolavam para saber quem era o dono da terra gaúcha. Talvez por ter chegado depois, o Estado ficou com um jeito diferente de ser.

Começ
a que diverge no clima: um Brasil onde faz frio e venta, com pinheiros em vez de coqueiros, é tão fora do padrão quanto um Canadá que fosse à praia. Depois, tem a mania de tocar sanfona, que lá no RS chamam de gaita, e de tomar mate em vez de café. Mas o mais original de tudo é a personalidade forte do gaúcho. A gente rigorosa do sul não sabe nada do riso fácil e da fala mansa dos brasileiros do litoral, como cariocas e baianos. Em lugar do calorzinho da praia, o gaúcho tem o vazio e o silêncio do pampa, que precisou ser conquistado à unha dos espanhóis.

Há quem interprete que foi o desamparo diante desses abismos horizontais de espaço que gerou, como reação, o famoso temperamento belicoso dos sulinos.
É uma teoria - mas conta com o precioso aval de um certo Analista de Bagé, personagem de Luis Fernando Veríssimo que recebia seus pacientes de bombacha e esporas, berrando: "Mas que frescura é essa de neurose, tchê?"

Todo gaúcho ama sua terra acima de tudo e está sempre a postos para defendê- la. Mesmo que tenha de pagar o preço em sangue e luta.
Gaúcho que se preze já nasce montado no bagual (cavalo bravo). E, antes de trocar os dentes de leite, já é especialista em dar tiros de laço. Ou seja, saber laçar novilhos à moda gaúcha, que é diferente da jeito americano, porque laço é de couro trançado em vez de corda, e o tamanho da laçada, ou armada, é bem maior, com oito metros de diâmetro, em vez de dois ou três.

Mas por baixo do poncho bate um coração capaz de se emocionar até as lágrimas em uma reunião de um Centro de Tradições Gaúchas, o CTG, criados para preservar os usos e costumes locais. Neles, os durões se derretem: cantam, dançam e até declamam versinhos em honra da garrucha, da erva-mate e outros gauchismos. Um dos poemas prediletos é "Chimarrão", do tradicionalista Glauco Saraiva, que tem estrofes como: "E a cuia, seio moreno/que passa de mão em mão/traduz no meu chimarrão/a velha hospitalidade da gente do meu rincão." (bem, tirando o machismo do seio moreno, passando de mão em mão, até que é bonito).

Esse regionalismo exacerbado costuma criar problemas de imagem para os gaúchos, sempre acusados de se sentir superiores ao resto do País.

Não é verdade - mas poderia ser, a julgar por alguns dados e estatísticas.
O Rio Grande do Sul é possuidor do melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil, de acordo com a ONU, do menor índice de analfabetismo do País, segundo o IBGE e o da população mais longeva da América Latina, (tendo Veranópolis a terceira cidade do mundo em longevidade), segundo a Organização Mundial da Saúde. E ainda tem as mulheres mais bonitas do País, segundo a Agência Ford Models. (eu já sabia!!! rss) Além do gaúcho, chamado de machista", qual outro povo que valoriza a mulher a ponto de chamá-la de prenda (que quer dizer algo de muito valor)?
Macanudo, tchê. Ou, como se diz em outra praças: "legal às pampas", uma expressão que, por sinal, veio de lá.

Aos meus amigos gaúchos e não gaúchos, um forte abraço!

Arnaldo Jabor - Os Gaúchos


MAS BAH, NEM PRECISO FALAR NADA! 
QUE PELEGAÇO NO RESTO DO BRAZIL

BOLSA GAUDÉRIA ATUALIZADA %

                                 

                                              AÇÕES DA BOLSA GAUDÉRIA

 
Arroz Tio João ( 4,1%)

Banana Caturra (2,1%)

Massey Ferguison ( 1,7%)

Goibada Cascão ( 5,5%)

Mariola Joaquim (3.6%)

Doce de Mocotó (8,7%)

Minacora (4,5%)

KY - Gel de Fresco (- 45%)

Grapete ( 1,6%)

Bala Soft (3,5%)

Crush de Laranja (-1,2%)

Kichute (-4%)

Bicileta Monareta (2,6%)

Calça de Brin Curinga (-3%)

Cerveja Polar (7,8%)

REVOLUÇÃO FARROUPILHA - 1


 

A revolução Farroupilha também conhecida como Guerra dos Farrapos foi a maior guerra separatista que já aconteceu no Brasil, durou 10 anos, de 1835 a 1845,  e tinha o objetivo de separar o Rio Grande do Sul do resto do Brasil. 

 

Causas

Os gaúchos com agilidade defenderam o país em muitas lutas que tiveram como o palco o estado, quando os conflitos chegaram ao fim o povo esperava que o governo central passasse a estimular o desenvolvimento sustentavel da econômico do sul, no entanto, ao invés disso, o governo passou a tributar de forma extorsiva os produtos gaúchos, como charque, graxa, couro, erva-mate, sebo, etc. Não bastasse os impostos, na década de 30 o governo passou a incentivar a importação do charque dos paises do Prata, sendo este o estopim para a difícil situação que se impunha no solo gaúcho, revoltando a elite do estado.

A Revolta

Não esqueça que em 20 de setembro de 1835, data que até hoje é comemorada pelos gaúchos, que os rebeldes tomaram Porto Alegre e obrigaram o presidente da província a fugir para Rio Grande. Bento Gonçalves, herói da revolução, planejou o ataque e empossou Marciano Ribeiro como presidente. O governo imperial ainda tentou outra nomeação para o cargo, mas os farroupilhas não aceitaram, pois exigiam um governante que defendesse os interesses do sul. Foram muitas batalhas, Porto Alegre esteve sitiada por 1.283 dias, mas os farrapos não conseguiram tomá-la novamente dos imperiais. Com algumas derrotas e outras vitórias importantes os farrapos em 09 de setembro do ano de 1836 depois da vitória do Seival e de vários impasses decidiram proclamar a República Rio-Grandense. O movimento passou então a ter um caráter definitivamente separatista.

A República

Bento Gonçalves recebeu a noticia da proclamação da república quando estava no cerco a Porto Alegre, e é indicado como único candidato a presidente.  Bento Gonçalves junto com outros heróis farroupilhas foram presos numa emboscada de Bento Manuel, Netto contudo decide continuar lutando. Depois do sobe e desce a sede do governo é instalada em Piratini e foram criados 6 ministérios. A república começou a ser estruturada em meio a muitas batalhas e feitos heróicos. Nesse tempo chega Garibaldi, e ao lado de Anita e de outros heróis farroupilhas escreve um dos mais bonitos e emocionantes capítulos da revolução farroupilha, entre eles a famosa travessia dos lanchões. Porém sem recursos e depois de longos anos de lutas os rebeldes separatistas passaram a ser chamados de farrapos e a paz passou a ser considerada, assim se iniciam as tratativas de paz e finalmente Caxias e os farrapos assinaram o tratado de Ponche Verde em 1º de março de 1845.

Tradição Gaúcha

O povo rio grandense tem orgulho de sua história e até os dias atuais comemora a revolução farroupilha, seus feitos e sua história, cultuando a tradição em centros de tradições, dançando as músicas que fizeram sucesso daquela época, usando trajes típicos, fazendo desfiles a cavalo, enfim, cultuando a tradição e passando as histórias de seus antepassados e heróis farroupilhas de geração em geração.